segunda-feira, 2 de maio de 2011

A exata conta do atraso do Brasil ...

 O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) calculou que, se a econômia crescer mais de 5% ao ano em média nesta década (que é o que todos esperam), haverá uma falta crônica de engenheiros no mercado. E já dá para sentir efeitos de escassez hoje mesmo. Agora um engenheiro põe o pé para fora da faculdade ganhando R$ 4 500, em média - o dobro do que era em 2006. Nas áreas em que a demanda mais subiu, como a da extração de petróleo e gás, contracheques de R$ 30 mil são comuns.

Seria o bastante para atrair praticamente toda a força de trabalho do país. Mas ingleses são ingleses. E engenheiros são engenheiros. Leva mais de uma década entre faculdade e experiência de trabalho para formar um dos bons. Hoje saem 32 mil por ano das universidades. Segundo a Steer, uma consultoria de recursos humanos, só a indústria automobilística e a do petróleo vão absorver 34 mil anuais. Mas o déficit para valer é maior. Nem todos os formandos saem prontos para ocupar os postos que se abrem na indústria. E o jeito para as empresas acaba sendo importar engenheiros. Até o final do ano, serão mais de 5 mil profissionais vindos de outros países. O dobro do que em 2008. Mas só as grandes empresas têm bala para dar a casa, a comida e o salário que um engenheiro importado demanda. As pequenas e médias terminam com o mesmo problema dos mestres-de-obras. "Falta engenheiro."

O problema da escassez desse tipo de profissional começa na escola. A tradição brasileira é de dar pouca importância às matérias de exatas. E o resultado é um desinteresse massivo por elas. Hoje, mais da metade das 402 disciplinas universitárias estão ligadas a engenharia e a outras áreas de exatas. Mas só 1 em cada 5 alunos do ensino superior está cursando alguma delas. Existem mais estudantes de música (5,6 mil) que de engenharia mecatrônica (4,5 mil). Jornalismo goleia engenharia civil por 178 mil a 50 mil. Psicologia 117 mil x 41 mil engenharia elétrica. Resultado: o Brasil tem hoje 6 engenheiros para cada 1 000 trabalhadores. Os EUA, 25.

Quem paga o preço dessa escolha é a economia: sem cabeça de obra nas áreas vitais para o crescimento, ela fica a perigo. E agora? Quem pode tirar o país dessa? Os "pedreiros". A base da pirâmide. Até outro dia, quem não tinha como ser sustentado pelos pais dificilmente ia para a universidade. Era colegial e acabou. Depois, só batente. Claro. Não havia muita opção. Era ou entrar em uma faculdade que cobrava mais do que a maioria podia sonhar em pagar ou prestar vestibular para uma faculdade pública e perder a vaga para qualquer bem-nascido.

Só que hoje as classes mais baixas não são mais tão baixas. O crescimento do país aumentou a renda delas. Você sabe, pela primeira vez, a classe média forma mais da metade da população - agora ela é uma classe média de fato, inclusive; antes, estar na média era ser pobre. Nisso, fazer um curso superior deixou de ser exclusividade de quem cresceu tomando leite A. As faculdades privadas com mensalidades mais baratas lotaram. E cresceram: em 2000, havia 1 004 faculdades privadas no país. Hoje são 2 016. O valor médio das mensalidades também desabou: de R$ 860 em 1996 para R$ 467 no ano passado.

O mais importante: esses novos universitários não têm um perfil exatamente... universitário. Dois terços dos estudantes da classe C (com renda familiar de R$ 2 mil a R$ 5 mil) têm entre 26 e 45 anos. É gente que trabalha desde sempre e escolhe o que vai estudar com um olho no mercado de trabalho e o outro também. Nisso a preferência tende a ser por cursos onde faltam profissionais, justamente os mais técnicos. Enquanto as classes A e B tendem mais para humanas, a C quer exatas.

Claro que essa mistura de oportunidades reais com uma nova classe média a fim de pagar caro por elas é um terreno fértil. Fértil para faculdades mequetrefes. Cabe, então, ao governo garantir uma educação que preste - tirando da jogada as instituições que só fingem que ensinam. Porque fingir que o país vai continuar crescendo de um jeito ou de outro não vai dar.

terça-feira, 19 de abril de 2011

Transgênicos: vilões ou mocinhos?

Melhoramento genético e seleção artificial

Há séculos o homem utiliza a prática de melhoramento genético para aperfeiçoar espécies animais e vegetais de interesse.

 
Tudo começou quando o homem passou a realizar cruzamentos, seguidos de seleção artificial, das variedades que mais lhe interessavam. Esse procedimento originou inúmeras raças de animais e variedades vegetais que, hoje, fazem parte de nosso dia-a-dia. Cavalos e jumentos são cruzados para produzir híbridos – mulas e burros – utilizados para serviços de tração; o gado leiteiro e o de corte são hoje muito mais produtivos que os de antigamente; plantas como milho, feijão e soja produzem atualmente grãos de excelente valor nutritivo.
Para preservar as qualidades das inúmeras variedades vegetais obtidas em cruzamentos, o homem aprendeu a fazer a propagação vegetativa, processo executado principalmente pelo plantio de pedaços de caule (estaquia) ou de enxertos (enxertia) das plantas de boa qualidade.

Esse tipo de reprodução assexuada forma clones das plantas com melhores características.
Bons exemplos desse processo são a estaquia, atualmente praticada pelo Instituto Florestal de São Paulo, de pedaços de galho de eucalipto na propagação de variedades produtoras de madeira de excelente qualidade para a construção de casas, e a enxertia de inúmeras variedades de laranja, entre elas a laranja-da-baía, também conhecida como laranja-de-umbigo.
Vimos que, desde os tempos antigos, o homem aprendeu, por meio da observação e da experimentação, a praticar o melhoramento de espécies animais e vegetais que apresentam algum interesse econômico, alimentar ou medicinal. Essas bases deram início a uma tecnologia conhecida como biotecnologia, que pode ser definida como um conjunto de técnicas que utilizam organismos vivos ou partes deles para a produção de produtos ou processos para usos específicos. Analisando a definição, podemos pensar que a biotecnologia já é praticada pelo homem a milhares de anos, quando ele aprendeu a utilizar, por exemplo, microorganismos fermentadores para a produção de pães, iogurtes e vinhos.
Depois do conhecimento da estrutura do DNA, na década de 1950, e do entendimento do seu processo de duplicação e da sua participação na produção de proteínas, surgiu uma vertente da biotecnologia conhecida como engenharia genética, que, por meio de técnicas de manipulação do DNA, permite a seleção e modificação de organismos vivos, com a finalidade de obter produtos úteis ao homem e ao meio ambiente.
A manipulação dos genes

 
Com a elucidação da estrutura da molécula de DNA por Watson e Crick, em 1953, e o reconhecimento de que ela era o principal constituinte dos genes, o grande desafio para os cientistas consistia em fazer uma análise detalhada da sua composição nos diversos seres vivos. Sabia-se, também, que as bases nitrogenadas adenina, timina, citosina e guanina, componentes dos nucleotídeos, guardavam relação com o processo do código genético que comandava a produção de proteínas. Mas, várias dúvidas ainda perturbavam os cientistas: onde começa e onde termina um gene? Qual a sua seqüência de nucleotídeos? Quantos genes existem em cada espécie de ser vivo?
A procura por respostas a essas perguntas gerou um intenso trabalho de pesquisa e originou um dos ramos mais promissores e espetaculares da biologia atual: a engenharia genética.

A manipulação dos genes decorrente das pesquisas, conduziu à necessidade de compreender o significado de novos conceitos relacionados a essa área.
Entre esses conceitos estão os de enzima de restrição, sítios alvo, eletroforense em gel, tecnologia do DNA recombinante, técnica do PCR, biblioteca de DNA, sondas, fingerprint etc. Uma pergunta que você poderia fazer é: porque devo conhecer todos esses conceitos e qual a utilidade deles para a minha vida? Porque para você ter uma opinião sobre transgênicos, pesquisa de paternidade, produção de medicamentos e vacinas e terapia gênica, deve saber sobre o que está falando. Todos nós esperamos que as pesquisas contribuam para a melhoria do bem estar da humanidade e por isso temos que conhecer a principais técnica utilizadas por ela para poder julgá-las justamente.

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Professoras formadas no CMPF são aproveitadas pela Prefeitura

O site oficial da Secretaria de Educação e Ciência (www.educabuzios.com.br) publicou nesta sexta-feira que nove professoras recém-formadas do curso de Formação de Professores na modalidade Normal em nível médio foram contratadas para trabalhar em escolas da Rede Pública Municipal da cidade.

De acordo com informações da secretaria de Educação e Ciência, as alunas terminaram o curso no final do ano passado e já poderão exercer a profissão que escolheram. E todas estudaram no Colégio Municipal Paulo Freire.

A secretária de Educação e Ciência, Carolina Rodrigues, disse que valorizar a importância do primeiro emprego é uma característica do governo Mirinho Braga. Para ela, os formandos do Colégio Municipal Paulo Freire têm agora, a oportunidade de colocar em prática os conhecimentos e experiências adquiridas durante o curso.

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

NÓS E LAÇOS



"Dás-me um fio que eu fio e desfio em busca da essência.
Dás-me um laço que eu faço e desfaço,com toda a paciência.
Dás-me um beijo que eu vejo e desejo,ainda no ar.
Dás-me um abraço que enlaço em compasso,até sufocar.
Os laços e os nós que atamos em nós,com tempo e empenho,são rede segura da fibra mais pura,do mais puro engenho.
Com um fio que não rompe e nem se corrompe nas voltas da vida,tecemos afectos,cúmplices projectos,‘obra’ garantida.
Com tais alicerces que teço e teces num plano comum,nem sabemos bem,de nós, quem é quem,por sermos tão um".

Desconheço autoria

Último dia!

Segundo a Secretaria de Educação e Ciência, termina nesta segunda-feira (31/01) o prazo para as matrículas de alunos novos no nosso colégio. Os interessados devem comparecer das 8h às 19h30.
Para ser matriculado o estudante deverá levar os seguintes documentos com xerox e original: protocolo de transferência, duas fotos 3×4 (recentes), cópia da certidão de nascimento (legível) cópia do título de eleitor para maiores de 18 anos, comprovante de residência, cópia da carteira de identidade para maiores de 16 anos e cópia da certidão de reservistas para maiores de 18 anos do sexo masculino.

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Volta às aulas



A Secretaria de Educação e Ciência confirmou que o primeiro dia de aula em 2011 será 09 de fevereiro, uma quarta-feira.
Então, até lá!

domingo, 2 de janeiro de 2011

Descanse e cure-se nas férias

 
 
As férias curam. Há mais de dois mil anos, Hipócrates, pai da Medicina, aconselhava os seus pacientes a “mudar de ares” para melhorarem o estado de saúde. E, de facto, o simples facto de nos podermos “desligar” por uns dias e de abrandarmos o nosso ritmo de vida agitado ajuda-nos a estabilizar a saúde e, no mínimo, a recarregar baterias.
Mas não se trata unicamente de romper com a rotina diária, eliminar o stress ou potenciar o relaxamento; as férias também podem servir de terapia para muitas pessoas com problemas de saúde, principalmente respiratórios, circulatórios, cardiovasculares e dermatológicos, aproveitando esses dias para reforçar o seu tratamento. A primeira coisa que estas devem fazer, antes de planearem as suas férias é pensar não só qual será a melhor zona para descansar mas também que as ajude a melhorar o seu estado de saúde. Ao fim ao cabo, trata-se de seguir o exemplo das aves migratórias, que sabem escolher o lugar certo para viverem melhor. Agora, só falta escolher o destino (o ideal é fazê-lo em conjunto com o seu médico) e… desfrutar!
 
O ambiente marítimo é benéfico para muitos problemas respiratórios.
 
Praia
Os benefícios terapêuticos das zonas marítimas assentam, basicamente, em dois factores: banhos de sol e água salgada num ambiente de escassa poluição atmosférica. Uma combinação equilibrada destes elementos pode representar uma autêntica cura de desintoxicação do organismo, contribuindo para:
·         Favorecer o funcionamento gástrico e intestinal.
·         Aumentar a produção de glóbulos vermelhos.
·         Estimular a oxigenação do organismo e os movimentos do sistema respiratório.
·         Activar a circulação sanguínea.
·         Melhorar o ritmo cardíaco.
·         Abrir o apetite.
 
Água, sol e passeios
O contacto com o sol e a água salgada, a par da possibilidade de passear à beira-mar, faz da praia um refúgio terapêutico para muitas pessoas:
·         Normalmente, as pessoas com problemas de pele como o eczema e a psoríase (excepto crianças pequenas) beneficiam dos efeitos do sol e da água do mar (rica em minerais como iodo, enxofre, magnésio e oxigénio).
·         O ambiente marítimo também é benéfico para muitos problemas respiratórios. “Nos doentes com rinite, sinusite e asma existe muitas vezes um componente alérgico e por isso a permanência na praia é, frequentemente, benéfica por existirem menos alergenos no ar (durante os primeiros dias de Verão, a orla marítima é um dos poucos lugares sem pólenes no ar). Por outro lado, no caso da rinite e sinusite, o bater das ondas na areia e nas rochas produz um aerossol que fluidifica as secreções nasais, facilitando a sua eliminação. É importante, contudo, que o clima seja temperado (o ar muito seco e quente pode contrariar esse efeito), sem vento forte (é um irritante brônquico), e evitar períodos com altas concentrações de ozono, que podem desencadear queixas nos asmáticos, sobretudo crianças.”
·         Alguns doentes reumáticos também podem tirar partido de férias na praia: “os que sofrem de osteoporose, uma vez que a luz solar activa a vitamina D, necessária para que os ossos absorvam o cálcio; e os doentes com osteoartrose, particularmente os que têm artroses na coluna, já que o calor proporciona relaxamento muscular.” É aconselhável ainda que estes doentes aproveitem as férias para fazer exercício, caminhando à beira-mar.
·         Mas nem todas as pessoas se dão bem com os “ares da praia”. De um modo geral “as doenças reumáticas inflamatórias agudas e crónicas, como a artrite reumatóide, em fase de agudização, pioram na praia, pelo que é preferível estes doentes optarem por outro destino ou então não se exporem directamente à luz solar.” Da mesma forma, “as doenças fotossensíveis, como o lúpus e as porfirias, agravam com a exposição ao sol, preferindo destinos com sombras densas.”
 
Mares frios para a circulação
As praias mais frias e com águas mais mexidas, como as do centro e do norte do País, são, geralmente, mais aconselháveis para pessoas com problemas cardiovasculares e, em especial, para as vítimas de enfarte. Também são favoráveis para pacientes com patologias circulatórias. A temperatura da água (mais do que nas praias do sul), e o bater das ondas activa a circulação e favorece a drenagem linfática.
Estes pacientes devem apanhar sol durante períodos curtos, alternados com mergulhos frequentes, para conseguirem obter uma boa reacção circulatória, permitindo a intensificação do sistema nervoso.
 
O ambiente limpo e seco da montanha é relaxante, reconstituinte e melhora a respiração.
 
Campo
A nossa saúde não é beneficiada apenas pela combinação de sol e mar. o ambiente limpo, seco e carregado de oxigénio das zonas interiores (em especial, serra e bosques) também é muito saudável. Estes são os seus principais benefícios:
·         Tem propriedades relaxantes, estimulantes e reconstituintes.
·         É muito benéfico para o sistema cardiovascular e estimula a produção de glóbulos vermelhos.
·         Tem um efeito positivo em caso de doenças pulmonares e respiratórias como asma, bronquite crónica ou tuberculose, graças à abundância de oxigénio (sobretudo nas zonas mais secas e solarengas).
·         Fortalece pessoas em convalescença de doenças graves ou prolongadas, pessoas com esgotamento físico ou mental, anémicos… alguns especialistas recomendam as estâncias em zonas de montanha para pacientes em tratamento contra o cancro, devido à maior concentração de oxigénio.
·         Algumas doenças respiratórias também se dão bem no campo. No caso dos doentes com sinusite, rinite e asma, é importante fugir aos períodos de grandes concentrações de pólenes e de ozono. De resto, a menor poluição atmosférica é óptima, em particular, para os asmáticos e para os doentes com doença pulmonar obstrutiva crónica (DPOC), desde que o clima não seja muito húmido nem existam temperaturas extremas.
·         O ar limpo e puro possibilita a prática de inúmeras actividades físicas, ajudando a melhorar a oxigenação dos pulmões.
·         No Verão, pode ser uma opção para os doentes reumáticos (no Inverno é desaconselhável).
 
A melhor escolha para recuperar de um pós-operatório
Geralmente, tem um clima estável, pelo que constitui a melhor alternativa para doentes sensíveis a mudanças violentas de temperatura, como convalescentes de intervenções cirúrgicas ou pessoas em tratamento contra o cancro.
E, obviamente, o campo e os passeios longos são também uma terapia tranquilizante para pessoas com transtornos psíquicos e desequilíbrios nervosos: depressão, ansiedade, stress…