O aluno Bruno Barbosa, da turma 1301, foi premiado pelo segundo lugar no concurso da logomarca dos II Jogos Estudantis do Município de Armação dos Búzios (JEMAB). Os três melhores desenhos receberam medalhas. Nicole Speroni Gomes, estudante da EM Nicomedes Theotônio Vieira, desenhou a logomarca escolhida para representar o evento.
Até o dia 17 de setembro alunos da rede de ensino de Búzios participam dos Jogos Estudantis, promovidos pelas secretarias de Educação e Ciência, e Esporte e Lazer no Centro Municipal de Educação Integral – Cemei, da Rasa.
Aberto no último dia 20, o evento reúne estudantes do 6º ano ao Ensino Médio, nos próximos três sábados, para disputa de diversas modalidades esportivas (handebol, voleibol, futsal, atletismo, xadrez e basquete). Cerca de 600 alunos participaram da abertura que contou com a presença do prefeito em exercício, Alexandre Martins, Secretária de Educação e Ciência, Carolina Rodrigues, e Secretário de Esporte e Lazer, João Carlos de Moraes.
A cerimônia teve início com o desfile das equipes participantes, e apresentação dos alunos da Apae e das Líderes de Torcida de cada escola.
A alegria e descontração foram a marca deste primeiro dia dos Jogos Estudantis 2011. Vestindo as cores de sua escola e munidos de bandeiras e muita empolgação, alunos participaram torcendo com entusiasmo, estimulando as equipes.
segunda-feira, 22 de agosto de 2011
segunda-feira, 1 de agosto de 2011
Ainda o fundamentalismo - Por Leonardo Boff
O ato terrorista perpetrado na Noruega de forma calculada por um extremista norueguês de 32 anos, trouxe novamente à baila a questão do fundamentalismo. Os governos ocidentais e a mídia induziram a opinião pública mundial a associar o fundamentalismo e o terrorismo quase que exclusivamente a setores radicais do Islamismo. Barack Obama dos USA e David Cameron do Reino Unido se apressaram em solidarizar-se com governo da Noruega e reforçaram a idéia de dar batalha mortal ao terrorismo, no pressuposto de que seria um ato da Al Qaeda. Preconceito. Desta vez era um nativo, branco, de olhos azuis, com nivel superior e cristão, embora o The New York Times o apresente “sem qualidades e fácil de se esquecer”.
Além de rejeitar decididamente o terrorismo e o fundamentalismo devemos procurar entender o porquê deste fenômeno. Já abordei algumas vezes nesta coluna tal tema que resultou num livro “Fundamentalismo,Terrorismo, Religião e Paz: desafio do século XXI”(Vozes 2009). Ai refiro, entre outras causas, o tipo de globalização que predominou desde o seu início, uma globalização fundamentalmente da economia, dos mercados e das finanças. Edgar Morin a chama de “idade de ferro da globalização”. Não se seguiu, como a realidade pedia, uma globalização política (uma governança global dos povos), uma globalização ética e educacional. Explico-me: com a globalização inauguramos uma fase nova da história do Planeta vivo e da própria humanidade. Estamos deixando para trás os limites restritos das culturas regionais com suas identidades e a figura do estado-nação para entrarmos cada vez mais no processo de uma história coletiva, da espécie humana, com um destino comum, ligado ao destino da vida e, de certa forma, da própria Terra. Os povos se puseram em movimento, as comunicações colocaram todos em contacto com todos e multidões, por distintas razões, começar a circular pelo mundo.
Esta transição não foi preparada, pois o que vigorava era o confronto entre duas formas de organizar a sociedade: o socialismo estatal da União Soviética e o capitalismo liberal do Ocidente. Todos deviam alinhar-se a uma destas alternativas. Com o desmonte da União Soviética, não surgiu um mundo multipolar mas o predomínio dos EUA como a maior potência econômico-militar que começou a exercer um poder imperial, fazendo que todos se alinhassem a seus interesses globais. Mais que globalização em sentido amplo, ocorreu uma espécie de ocidentalização mundo. Ela funcionou como um rolo compressor, passando por cima de respeitáveis tradições culturais. Isso foi agravado pela típica arrogância do Ocidente de se sentir portador da melhor cultura, da melhor ciência, da melhor religião, da melhor forma de produzir e de governar.
Essa uniformização global gerou forte resistência, amargura e raiva em muitos povos. Assistiam a erosão de sua identidade e de seus costumes. Em situações assim surgem, normalmente, forças identitárias que se aliam a setores conservadores das religiões, guardiães naturais das tradições. Dai se origina o fundamentalismo que se caracteriza por conferir valor absoluto ao seu ponto de vista. Quem afirma de forma absoluta sua identidade, está condenado a ser intolerante para com os diferentes, a desprezá-los e, no limite, a eliminá-los.
Este fenômeno é recorrente em todo o mundo. No Ocidente grupos significativos de viés conservador se sentem ameaçados em sua identidade pela penetração de culturas não-européias, especialmente do Islamismo. Rejeitam o multiculturalismo e cultivam a xenofobia. O terrorista norueguês estava convencido de que a luta democrática contra a ameaça de estrangeiros na Europa estava perdida. Partiu então para uma solução desesperada: colocar um gesto simbólico de eliminação de “traidores” multiculturalistas.
A resposta do Governo e do povo norueguês foi sábia: responderam com flores e com a afirmação de mais democracia, vale dizer, mais convivência com as diferenças, mais tolerância, mais hospitalidade e mais solidariedade. Esse é o caminho que garante uma globalização humana, na qual será mais difícil a repetição de semelhantes tragédias.
Leonardo Boff é autor de “Virtudes de um outro mundo possivel” 3 tomos, Vozes 2008-2009.
Além de rejeitar decididamente o terrorismo e o fundamentalismo devemos procurar entender o porquê deste fenômeno. Já abordei algumas vezes nesta coluna tal tema que resultou num livro “Fundamentalismo,Terrorismo, Religião e Paz: desafio do século XXI”(Vozes 2009). Ai refiro, entre outras causas, o tipo de globalização que predominou desde o seu início, uma globalização fundamentalmente da economia, dos mercados e das finanças. Edgar Morin a chama de “idade de ferro da globalização”. Não se seguiu, como a realidade pedia, uma globalização política (uma governança global dos povos), uma globalização ética e educacional. Explico-me: com a globalização inauguramos uma fase nova da história do Planeta vivo e da própria humanidade. Estamos deixando para trás os limites restritos das culturas regionais com suas identidades e a figura do estado-nação para entrarmos cada vez mais no processo de uma história coletiva, da espécie humana, com um destino comum, ligado ao destino da vida e, de certa forma, da própria Terra. Os povos se puseram em movimento, as comunicações colocaram todos em contacto com todos e multidões, por distintas razões, começar a circular pelo mundo.
Esta transição não foi preparada, pois o que vigorava era o confronto entre duas formas de organizar a sociedade: o socialismo estatal da União Soviética e o capitalismo liberal do Ocidente. Todos deviam alinhar-se a uma destas alternativas. Com o desmonte da União Soviética, não surgiu um mundo multipolar mas o predomínio dos EUA como a maior potência econômico-militar que começou a exercer um poder imperial, fazendo que todos se alinhassem a seus interesses globais. Mais que globalização em sentido amplo, ocorreu uma espécie de ocidentalização mundo. Ela funcionou como um rolo compressor, passando por cima de respeitáveis tradições culturais. Isso foi agravado pela típica arrogância do Ocidente de se sentir portador da melhor cultura, da melhor ciência, da melhor religião, da melhor forma de produzir e de governar.
Essa uniformização global gerou forte resistência, amargura e raiva em muitos povos. Assistiam a erosão de sua identidade e de seus costumes. Em situações assim surgem, normalmente, forças identitárias que se aliam a setores conservadores das religiões, guardiães naturais das tradições. Dai se origina o fundamentalismo que se caracteriza por conferir valor absoluto ao seu ponto de vista. Quem afirma de forma absoluta sua identidade, está condenado a ser intolerante para com os diferentes, a desprezá-los e, no limite, a eliminá-los.
Este fenômeno é recorrente em todo o mundo. No Ocidente grupos significativos de viés conservador se sentem ameaçados em sua identidade pela penetração de culturas não-européias, especialmente do Islamismo. Rejeitam o multiculturalismo e cultivam a xenofobia. O terrorista norueguês estava convencido de que a luta democrática contra a ameaça de estrangeiros na Europa estava perdida. Partiu então para uma solução desesperada: colocar um gesto simbólico de eliminação de “traidores” multiculturalistas.
A resposta do Governo e do povo norueguês foi sábia: responderam com flores e com a afirmação de mais democracia, vale dizer, mais convivência com as diferenças, mais tolerância, mais hospitalidade e mais solidariedade. Esse é o caminho que garante uma globalização humana, na qual será mais difícil a repetição de semelhantes tragédias.
Leonardo Boff é autor de “Virtudes de um outro mundo possivel” 3 tomos, Vozes 2008-2009.
domingo, 12 de junho de 2011
Direitos humanos deverão ser ensinados nas escolas
Alunos do ensino básico, em todo o Brasil, podem vir a estudar Direitos Humanos no próximo ano. O anúncio foi realizado nesta quinta (09/06) em audiência pública na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) pelo representante do colegiado do Conselho Nacional de Educação (CNE), Raimundo Feitosa. Segundo Feitosa, com a introdução da nova disciplina busca-se uma escola livre de preconceitos, violência, abuso sexual e intimidação.
As diretrizes para implantação destes conteúdos estão sendo elaboradas pelo (CNE) e efetivada pelo Gabinete de Assessoria Jurídica às Organizações Populares (Gajop) por meio de uma pesquisa pioneira no Brasil que irá mostrar a diversidade brasileira. A intenção é que tais diversidades sejam incorporadas ao ensino a fim de que sejam eliminados os preceitos e as consequentes violências que se reproduzem diariamente na sociedade brasileira - não só no âmbito da escola (com o chamado buyilling) como também da família e da comunidade.
“E é neste sentido que a pesquisa se coaduna tanto com os objetivos do Plano Nacional de Educação (PNE), quanto com o do Plano Nacional de Educação em Direitos Humanos (PNEDH)”, disse Manoel Moraes coordenador do Gajop. Moraes afirmou ainda que este é um momento muito importante para a educação brasileira, pois a pesquisa e toda a discussão em torno do PNE podem de fato colocar estes conteúdos emancipatórios na educação brasileira. Ele lembrou também que a educação tanto está mobilizando a sociedade que o PNE recebeu mais de 2.900 emendas, um número recorde.
A pesquisa está sendo realizada via e-mail em 5.565 secretarias municipais de educação. Assim, membros do Gajop ressaltaram a importância da sensibilização junto aos secretários estaduais para que estes respondam ao questionário. A representante da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação no Estado de Pernambuco (Undime - PE), Maria do Socorro Ferreira Maia disse que a Undime trabalhará neste sentido, visto que o gestor municipal tem um papel fundamental na educação e no funcionamento desta parceria na pesquisa que fará um “retrato” da diversidade brasileira. Esta foi encomendada pela Secretaria de Direitos Humanos (SDH) e teve início em fevereiro deste ano. A conclusão do trabalho está previsto para setembro.
A senadora Marta Suplicy (PT-SP) observou que é a primeira vez que se faz uma pesquisa desse tipo no país. Marta afirmou que o trabalho é árduo e, provavelmente, será ainda mais difícil elaborar as diretrizes e colocá-las em prática no dia a dia das escolas. “A tarefa é grandiosa. Contudo, temos que trabalhar estes problemas no Brasil e aceitar que somos uma sociedade de diferentes. Temos que encarar nossas diversidades, trabalhá-las e aceitá-las. E o melhor espaço para que isto aconteça é na educação”, disse. Já a Senadora Ana Rita (PT-ES) destacou que muitas pessoas ainda não entendem os conceitos de direitos humanos e ainda acreditam que estes direitos servem apenas para defender aqueles que fazem coisas erradas. Então, com o real conceito de direitos humanos sendo disseminando por meio da educação será aberto um novo caminho para que se fomente em nossa sociedade uma cultura de paz, harmonia e solidariedade.
Ao final da audiência, a senadora encaminhou como proposta uma reunião com a assessoria de comissão do Senado para que a pesquisa e seus resultados sejam divulgados por todos os instrumentos de mídia disponíveis na Casa.
Fonte: http://www.inesc.org.br/noticias/noticias-do-inesc/2011/junho/direitos-humanos-deverao-ser-ensinados-nas-escolas
As diretrizes para implantação destes conteúdos estão sendo elaboradas pelo (CNE) e efetivada pelo Gabinete de Assessoria Jurídica às Organizações Populares (Gajop) por meio de uma pesquisa pioneira no Brasil que irá mostrar a diversidade brasileira. A intenção é que tais diversidades sejam incorporadas ao ensino a fim de que sejam eliminados os preceitos e as consequentes violências que se reproduzem diariamente na sociedade brasileira - não só no âmbito da escola (com o chamado buyilling) como também da família e da comunidade.
“E é neste sentido que a pesquisa se coaduna tanto com os objetivos do Plano Nacional de Educação (PNE), quanto com o do Plano Nacional de Educação em Direitos Humanos (PNEDH)”, disse Manoel Moraes coordenador do Gajop. Moraes afirmou ainda que este é um momento muito importante para a educação brasileira, pois a pesquisa e toda a discussão em torno do PNE podem de fato colocar estes conteúdos emancipatórios na educação brasileira. Ele lembrou também que a educação tanto está mobilizando a sociedade que o PNE recebeu mais de 2.900 emendas, um número recorde.
A pesquisa está sendo realizada via e-mail em 5.565 secretarias municipais de educação. Assim, membros do Gajop ressaltaram a importância da sensibilização junto aos secretários estaduais para que estes respondam ao questionário. A representante da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação no Estado de Pernambuco (Undime - PE), Maria do Socorro Ferreira Maia disse que a Undime trabalhará neste sentido, visto que o gestor municipal tem um papel fundamental na educação e no funcionamento desta parceria na pesquisa que fará um “retrato” da diversidade brasileira. Esta foi encomendada pela Secretaria de Direitos Humanos (SDH) e teve início em fevereiro deste ano. A conclusão do trabalho está previsto para setembro.
A senadora Marta Suplicy (PT-SP) observou que é a primeira vez que se faz uma pesquisa desse tipo no país. Marta afirmou que o trabalho é árduo e, provavelmente, será ainda mais difícil elaborar as diretrizes e colocá-las em prática no dia a dia das escolas. “A tarefa é grandiosa. Contudo, temos que trabalhar estes problemas no Brasil e aceitar que somos uma sociedade de diferentes. Temos que encarar nossas diversidades, trabalhá-las e aceitá-las. E o melhor espaço para que isto aconteça é na educação”, disse. Já a Senadora Ana Rita (PT-ES) destacou que muitas pessoas ainda não entendem os conceitos de direitos humanos e ainda acreditam que estes direitos servem apenas para defender aqueles que fazem coisas erradas. Então, com o real conceito de direitos humanos sendo disseminando por meio da educação será aberto um novo caminho para que se fomente em nossa sociedade uma cultura de paz, harmonia e solidariedade.
Ao final da audiência, a senadora encaminhou como proposta uma reunião com a assessoria de comissão do Senado para que a pesquisa e seus resultados sejam divulgados por todos os instrumentos de mídia disponíveis na Casa.
Fonte: http://www.inesc.org.br/noticias/noticias-do-inesc/2011/junho/direitos-humanos-deverao-ser-ensinados-nas-escolas
terça-feira, 24 de maio de 2011
PARALISAÇÃO NACIONAL no dia 31/05/2011
O vídeo da Profª. Amanda Gurgel promoveu uma discussão nacional sobre as condições da aprendizagem no Brasil.
Através das redes sociais, convidamos todos os professores e a sociedade civil para PARALISAÇÃO NACIONAL no dia 31/05/2011.
O intuito da PARALISAÇÃO é convidar as esferas governamentais para discussão acerca das condições de trabalho do professor, como a qualidade do ensino público e particular no Brasil. Assim, durante uma semana, mobilizações em diversos locais do Brasil estarão acontecendo.
"Nunca duvide de que um pequeno grupo de pessoas conscientes e engajadas consiga mudar o mundo. Na verdade, sempre foram elas que mudaram." (Margaret Mead)
segunda-feira, 9 de maio de 2011
O que nós vamos fazer com o nosso lixo?
Em busca de soluções para reduzir o impacto ambiental do lixo urbano
| Divulgação/Ciclus Ambiental |
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| Inaugurado recentemente, o aterro de Seropédica promete ser solução para lixo que antes era enviado para o aterro de Gramacho |
A pesquisadora da UFRRJ explica que, no Brasil, metade do total de resíduos sólidos urbanos gerados é despejado de forma inadequada em vazadouros a céu aberto popularmente conhecidos como ‘lixões’, em áreas alagadas, aterros controlados e locais não fixos. "Em muitos casos, o produto da decomposição do lixo é drenado diretamente para rios próximos do aterro, o que causa danos ambientais e afeta a saúde das populações de seu entorno", completa. Ela ainda destaca a questão das desigualdades econômicas da sociedade brasileira como fator gerador de diferenças de consumo. "O que é resíduo para uns pode ser objeto de consumo para outros. Certamente, se trabalharmos de forma mais organizada, a reutilização de produtos será mais intensa e com melhores resultados", destaca.
Entre as melhores e mais modernas técnicas a serem utilizadas na reciclagem do lixo, Adriana destaca o reuso dos rejeitos da construção civil e de sua utilização na própria construção e da transformação do lixo em energia. "Os resíduos da construção civil frequentemente são descartados de maneira inadequada. Só recentemente têm sido implementados procedimentos de reciclagem de resíduos da construção industrial em centros de reciclagem de resíduos de maiores dimensões", afirma. "No município de Cantagalo, na região serrana fluminense, pude participar de um trabalho junto com a equipe de pesquisadores do Grupo de Estudo em Tratamento de Resíduos Sólidos (GETRES), da Coppe/UFRJ. A empresa cimenteira Lafarge vem empregando, a partir da pesquisa, resíduos urbanos sólidos como fonte energética para a produção de cimento", completa.
| Divulgação/Inspector Engenharia |
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| A transformação do lixo em energia, já utilizada nos países ricos, seria uma das alternativas para dar destino aos resíduos |
Adriana explica que a PNRS aponta para que os aterros sirvam apenas para receber o rejeito dos resíduos, ou seja, aquilo que não serviu a nenhum outro tipo de tratamento. "A ideia é que todos os resíduos passem por uma das várias outras formas de tratamento, como reciclagem, compostagem, fermentação anaeróbia, tratamento térmico e recuperação energética", explica. Para ela, as baixas taxas de reciclagem e a falta de incentivo organizado e objetivo por parte dos governos também são pontos que contribuem para a falta de uma destinação adequada ao lixo urbano sólido no Brasil. A pesquisadora acrescenta que o apoio governamental ocorre apenas na fase de separação, por meio do incentivo dado às cooperativas de catadores de lixo. "Mas esse é apenas o estágio inicial. Para que a reciclagem ocorra, será necessária a implantação de um sistema industrial organizado, como já ocorre no caso do alumínio, do plástico e do papel", adverte.
Estado do Rio irá quintuplicar número de aterros sanitários Especialista em saneamento ambiental, coordenador do GETRES e ex-orientador do projeto de pós- doutorado de Adriana Schueler na Coppe/UFRJ, Cláudio Fernando Mahler destaca que, nos últimos oito anos, o estado do Rio tem obtido ganhos na busca de uma destinação adequada ao lixo. "Até 2002, o estado estava muito mal nesta área, quando então recebemos nosso primeiro aterro verdadeiramente sanitário: O Centro de Tratamento de Resíduos (CTR) de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense", recorda Mahler. No dia 20 de abril foi inaugurado mais um local nestas condições: o CTR Santa Rosa, no município de Seropédica, que será operado pela mesma empresa que opera o aterro de Nova Iguaçu. Pode-se dizer que isso é uma garantia de qualidade. O local foi construído como uma alternativa ao fechamento do Aterro de Gramacho, em Duque de Caxias – espaço para onde anteriormente eram destinadas as cerca de nove mil toneladas de lixo produzidas por dia somente nas cidades do Rio de Janeiro e de Duque de Caxias. "Em breve, deveremos aumentar esse número com a construção dos três aterros sanitários que já estão quase concluídos nos municípios de Barra Mansa, Itaboraí e São Gonçalo", complementa.
O pesquisador Cláudio Mahler também destaca a necessidade de um debate mais franco entre as universidades e as empresas que administram os aterros sanitários. Para ele, quando um aterro sanitário é instalado numa região, a população do seu entorno ganha um problema. "Cabe às prefeituras locais, às universidades e instituições de pesquisa sentarem, conversarem e verem os benefícios que possam adquirir. Há espaço para negociação, de maneira que todos ganhem algo, e não somente a administradora destes espaços", defende Mahler. "Afinal, a sociedade toda produz lixo. Por que somente um pequeno grupo tem que administrar esses resíduos e lucrar com isso, em detrimento da maioria da população?", conclui.
Retirado de: http://www.faperj.br/boletim_interna.phtml?obj_id=7159
Ciências para Formação dos Professores
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